domingo, 25 de outubro de 2009

Falando de Sexo com Filhos - Parte 2



Olá novamente papais e mamães interessados na vida sexual de seus filhos!

Sim sim... podem ir se acostumando com a idéia de que seus filhos possuem vida sexual sim, pois isso faz parte do ser humano desde sua concepção.

Pelo visto "Falando de Sexo com Filhos - Parte 1" já deu o que falar. Agora venho com mais novidades sobre como falar com seus eternos bebês. Pois é, para muitos pais e mães seus filhos(as) não passam de eternos bebês do papai e da mamãe. Porém, é necessário que essa idéia comece a sofrer mudanças se você pretende encarar seu filho(a) para um papo sério no futuro sobre suas aventuras sexuais. Ou, você pode simplesmente ignorar e ficar a parte da vida de seu filho(a), permitindo que ele(a) vá buscar informações muitas vezes erradas, pois não obtiveram orientação em casa. A escolha é sua!

Mas vamos lá... no texto anterior, foquei um pouco mais na formação da personalidade da criança quando bebê. Como lidar com essa criança que está começando a tomar consciência do corpo, a responsabilidade dos pais na formação deste pequeno ser, bom... quem quiser reler o texto antes de prosseguir para relembrar, fique a vontade.

Hoje pretendo falar um pouco da criança quando começa a construir sua imagem corporal e ter noções mais específicas da diferença entre o corpo do homem e da mulher. Isso pode começar a ocorrer a partir dos 2 anos mais ou menos. Até então, ela não tem noção de que existe uma diferença, pois na cabecinha dela todos são iguais. Até que um belo dia ela começa a ver que o corpinho dela é mais parecido ou com o do papai ou com o da mamãe. Por isso que é importante o banho junto com os pais nessa fase, para que ela possa começar a criar a identificação como menina ou como menino corporalmente.

Ou seja, se for menino ele vai perceber que possui uma coisinha pendurada que pode ser igual do papai, mas ainda não é do tamanho do papai. Aí já começa a rolar uma dúvida. Já a menina começa a perceber que parece mais com a mamãe. Mas se o papai possui uma coisa pendurada, onde foi parar a dela? Esse "evento" Freud chamou de Complexo de Castração. Mas isso é uma looonga história.

No final do texto "Falando de Sexo com Filhos - Parte 1", citei como os pais devem agir perante os filhos enquanto eles se estimulam no pênis ou na vulva. A questão de fazer em um lugar com mais privacidade, de não punir a criança durante este momento de descobrimento do corpo... e gostaria ainda de acrescentar algumas coisas.

Aproveitando essa fase onde seu filho(a) está se descobrindo, ensine que as suas partes íntimas só podem ser tocadas por ele mesmo(a), por seus pais ou pela pessoa responsável por ajudá-lo(a) a se limpar. Que nenhuma outra pessoa pode tocar, assim como ele(a) também não deve tocar as partes íntimas de outras pessoas. É um bom momento para ensinar limites, privacidade e respeito pelo outro.

Bom... vamos passar então para a próxima fase: aquela onde todo pai e mãe gostaria de se transformar em um avestruz para enfiar a cabeça uns 5 metros embaixo da terra. A fase das perguntas... siiim... as terríveis perguntas. Antes de começar a orientar como os pais devem responder, gostaria de fazer um adendo aqui: excelentíssimos senhores pais e mães de plantão, cuidado ao responderem as perguntas de seus filhos(as). Quando a criança lhes pergunta algo, abstenham-se apenas ao que ele(a) está perguntando. Não queiram a partir de uma simples pergunta como: "De onde vem os bebês?", dar uma aula de educação sexual incluindo ciclo menstrual, exame de próstata, nem nada disso. Vamos com calma!!

Pergunta: "Mamãe... de onde vêm os bebês?"
Resposta: "Pergunta para o seu pai."

Pergunta 2: "Papai... de onde vêm os bebês?"
Resposta 2: "Pergunta para a sua mãe."

Se vocês fossem essa criança, o que estaria passando pela sua cabeça?? Ou "a minha pergunta não tem importância para os meus pais, consequentemente o que eu falo não têm importância" e assim essa criança vai crescer tendo dificuldades em se impor, em questionar e se posicionar, tendo como característica a insegurança. Ou "esse assunto é cabeludo demais para os dois, quer dizer que deve ser algo importante e proibido". Percebem como a cabecinha da criança pode criar e fantasiar muito mais do que aquilo que imaginamos?

Ou seja, não fiquem jogando o assunto um para o outro como se estivessem brincando de batata quente (quem se lembra dessa brincadeira de escola??). Para que isso não ocorra, é importante haver diálogo entre o casal para que cheguem num consenso de como será a educação sexual do filho de vocês. Como irão lidar com tudo, como irão responder, e o mais importante, os DOIS devem responder. Não é para conversar e chegar num acordo onde apenas um vai falar sobre sexo. Dessa forma a criança vai perceber que existe um tabu sobre o assunto, e ela precisa saber que pode conversar de sexo tanto com o papai quanto com a mamãe.

Ah sim, e se por um acaso algum dia, a criança fizer uma pergunta que você não saiba responder ou no momento travou, diga a ela que não sabe a resposta, mas que vai se informar para depois então explicar para ela. E vá se informar mesmo, não deixe a criança sem resposta. Não demore dias para voltar no assunto, senão ela entra naquelas mesmas fantasias que expliquei anteriormente de que suas questões não são importantes...

Primeira coisa: através das perguntas, os pais podem aproveitar para explicar um pouco mais sobre o corpo do homem e da mulher e utilizar os nomes adequados. Não me venham com bebês são trazidos pela cegonha, isso pira o cabeção de qualquer um. Vou citar alguns exemplos, e qualquer dúvida que for surgindo vocês me procurem.

1) De onde vêm os bebês?
R: De um lugar muito especial dentro da mamãe que se chama útero.

E parem por aí!!! Se a criança só te perguntou de onde vem os bebês, não precisam ainda explicar como eles foram parar lá ou como são feitos. Ela só quis saber de onde eles vem. Se a criança prosseguir com as perguntas, você prossegue também. Existem crianças que ficam satisfeitas por hora com essa resposta. Vão pensar a respeito, refletir e num outro dia voltam com mais perguntas. Outras podem querer saber mais, até mesmo porque podem ter ouvido mais por aí. Caso seu filho(a) seja um Joãozinho da vida (que quer saber tudo), prepare-se para os bombardeios de perguntas que irão se seguir.

2) Como o bebê vai parar lá?
R: Quando um homem e uma mulher se amam, eles querem ficar juntos, querem fazer carinhos um no outro para mostrar que se gostam, e resolvem ficar juntos. Dentro do homem existe uma sementinha chamada espermatozóide, e dentro da mulher existe um ovo que se chama óvulo. Quando o espermatozóide do homem encontra com o óvulo da mulher, acontece uma coisa que se chama fecundação, que é quando se cria um bebezinho bem pequenininho na barriga da mamãe e ele fica lá durante 9 meses crescendo até nascer. Foi assim que aconteceu com seu pai, com a sua mãe, com você e com todas as pessoas.

Percebem como a resposta pode ser simplificada e não complicada. É possível que a criança entenda de forma simples, sem cegonha, fralda, bico. Isso tudo cria fantasias mirabulosas dentro da cabeça de uma criança. Quando você explica com os nomes, ela já vai aprendendo e se acostumando, assim quando estiver nas aulas de biologia da escola não tem porque ficar roxa de vergonha ao ouvir a palavra espermatozóide. Não se preocupem, pois não é nada traumatizante para a criança saber como realmente acontece a relação sexual e os nomes. Lembrem-se aquilo que já falei antes: a malícia está na cabeça dos adultos, a criança não tem noção de nada. Imaginem que vocês estivessem escrevendo em um livro que está com as páginas totalmente em branco. É assim a cabeça da criança. Ela não tem nenhum "pré-conceito" ou idéia formulada a respeito. Por isso que é importante que os pais comecem os ensinamentos em casa ao invés de irem buscar fora.

3) Como que o espermatozóide (ou sementinha, vai de acordo como a criança aprendeu) vai parar dentro da barriga da mamãe?
R: Novamente... quando um homem e uma mulher se amam, eles fazem carinhos, se beijam, se tocam e querem ficar juntos. Quando os dois estão juntos e estão gostando muito, o pênis do homem fica duro e maior do que é normalmente. E a vulva da mulher fica molhada com um liquidinho. Nesse momento eles ficam bem juntinhos e abraçadinhos e o homem coloca o pênis dentro da vulva da mulher com muito carinho. Continuam se abraçando, se beijando e se movimentando até que acontece um momento muito especial, onde sai do pênis do homem um líquido que se chama sêmen, e nesse líquido existem vários espermatozóides. E esses espermatozóides vão se encontrar com o ovo da mamãe para fazer um bebê.

A partir dessa primeira conversa, com certeza surgiram muitas outras perguntas. Mas para um início de conversa por enquanto está bom.

Não tenham medo de responder aos seus filhos. Eles estão descobrindo o mundo e só querem respostas. Imaginem como fica a cabecinha deles com tantas coisas e informações ao mesmo tempo. O cérebro é uma esponja, e é melhor que cresçam com as resposta e orientações certas, do que busquem em lugares um tanto quanto duvidosos. A malícia está na cabeça dos adultos. Se essas crianças não forem bem orientadas desde o início, vão rolar várias dúvidas e comportamentos as vezes inadequados. Portanto, não fiquem com medo de que dando as informações corretas aos filhos(as), eles estarão sendo incentivados ou instigados sobre o sexo. Pelo contrário, com as informações corretas e as dúvidas sanadas o nível de ansiedade e curiosidade diminuem. A partir do momento que qualquer dúvida que ele(a) tiver, ele(a) sabe que pode contar com os pais, o sentimento de segurança será reforçado, e consequentemente essa criança se sentirá muito mais segura. Quando não há respostas, cria-se uma ansiedade para saber porque não existem respostas dos pais, juntamente vem a curiosidade em saber o que há por traz que eles não querem contar. Aí sim instiga para buscar mais o sexo. Dar informações nada mais é do que muito saudável!!!

Quando você dá informação, você dá amor ao seu filho!!!

Ainda tem muito assunto pela frente... volto em breve...

Beijos

Dany Calla Lilly

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ciúmes na Casa Branca

Demonstração de ciúmes com elegância na pacata Casa Branca.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sintonia é Tudo e Mais um Pouco

Quantos casais possuem essa sintonia? Parabéns a dupla!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dúvidas

"Tenho uma dúvida! minha bebe tem 11 meses,é super esperta. Um dia ela estava dormindo, e eu e meu marido aproveitamos pra namorar um pouquinho. Ela pegou a gente no flagra, ficamos super constrangidos!Quero saber, se há algum mal, ou trauma, a criança ver um adulto fazendo sexo!! Ainda fico preocupada com a situação que aconteceu. 2@ dúvida: Faz mal os pais tomarem banho com seus filho? Há algum problema nisso? Sempre que posso, levo a nossa bebe p tomar banho conosco,me ajude por favor. Obrigada! Ficarei feliz em ter minhas dúvidas esclarecidas."

Olá Anônima!

Obrigada por compartilhar a sua dúvida, pois esta também pode ser a de muitas pessoas. Espero poder ajudá-la.

Primeira coisa: gostaria de parabenizá-la por estar namorando com seu marido e tendo um tempo para vocês dois. Isso é muito importante para fortalecer o casal! Após o nascimento de filhos, muitos casais esquecem que não deixaram de ser seres sexuais, vivendo assim apenas para os filhos e deixando de lado o sexo que também faz parte do relacionamento. Continue assim! 

Segunda coisa: você me relatou que vocês foram "pegos no flagra", mas exatamente como que ela pegou vocês? O quanto que ela presenciou do namoro de vocês? Por que estou perguntando isso? Pude perceber que além da sua preocupação, pode ter rolado uma culpa junto. Não se sinta culpada por nada e não precisa ficar preocupada também. A bebê pode ter presenciado, mas o cerebrozinho dela pode não ter arquivado nada. Essas situações são normais que aconteçam. Claro, que no momento que o casal percebe que está sendo observado não vai continuar com o sexo. Seria interessante pegar a bebê no colo e começar a brincar, como se fosse uma forma de mostrar que o papai e a mamãe também brincam. Como se você tirasse a tensão daquela situação. O trauma se cria dependendo da forma como a situação é conduzida. Por exemplo, se começar a gritar com a criança ou dar bronca do por que ela apareceu no quarto naquele momento ou coisas parecidas, com certeza é uma situação que ficará muito mais marcada do que se for levada na "brincadeira".

Vamos à sua segunda dúvida, se faz mal tomar banho com os filhos. Não, não faz mal nenhum, pelo contrário, é muito saudável. Por que? Esse contato com os pais, faz com que a criança comece a perceber que existem diferenças no corpo do papai e da mamãe, e começa a identificar com quem ela(e) é parecida(o). Isso ajuda na formação da noção corporal, identificação de gênero, mostra que não precisa ter vergonha do corpo, que ela(e) é aceita(o) como é. Traz muitos benefícios para a criança e para os pais também em manter essa relação com seus filhos(as). Mostra que não precisa haver pudores entre vocês. 

Espero ter ajudado com suas dúvidas. Qualquer coisa, estou a disposição! 

Um beijo no coração,

Dany Calla Lilly

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Falando de Sexo com Filhos - Parte 1


A pedido de algumas mães, um tanto quanto preocupadas com a sexualidade de seus filhos e filhas, venho hoje falar um pouco sobre sexo e crianças.

Nossa.... sexo e criança na mesma frase.... para alguns isso pode parecer um pouco bizarro. Mas digo uma coisa para vocês: sexo e criança nada mais é do que um sinal de saúde, e muita saúde!!

Primeira coisa que gostaria de deixar claro para todos os pais: a forma como você fala de sexo com seu filho, vai colaborar e muito para a vida sexual dessa criança, que vai passar pela adolescência chegando na fase adulta. Ou seja, se você falar de sexo com seu filho com nojo ou pudores, provavelmente ele será um adulto com nojo e pudores. Se você consegue passar uma imagem de sexo saudável, prazer, amor, carinho, desejo, relacionamento, com certeza a imagem de sexo será muito mais rica e esta criança poderá desfrutar muito mais de sua própria sexualidade na fase adulta. Caso contrário, será um candidato em potencial para meu futuro paciente.

Ok, falei que você como pai ou mãe é responsável pela sexualidade do seu filho. Mas calma, existem outros aspectos que também interferem na construção da personalidade e consequentemente sexualidade de uma pessoa. Dizemos dentro da Psicologia Gestalt que um ser é biopsicossocial. Esse palavrão quer dizer que uma pessoa possui influências biológicas, psicológicas e sociais. Ou seja, a construção de tudo aquilo que somos hoje e acreditamos, baseia-se nessas três vertentes.

Tá, por que expliquei isso para vocês que não são da área? Para que todos entendam como se constrói a personalidade de uma pessoa. E o quanto o papel do pai e da mãe é importante nesse processo. Afinal, o primeiro vínculo de um bebê é com a mãe e com o pai. Estes são os exemplos na vida de cada um de nós. Essa é a base, que depois pode passar por transformações e influências a partir do momento que a criança começa a se inserir num mundo social.

Teorias a parte, vamos ao que interessa: como falar de sexo com seu filho(a)?

Bom... o sexo, na verdade, já faz parte da criança desde sua vida intra-uterina. Existem registros de bebês dentro do útero materno manipulando os seus próprios genitais. Ou seja, já nos masturbávamos dentro da barriga de nossas mães, portanto eu não acredito quando me dizem que nunca se tocaram. Pode ser que não se lembrem, mas que já ocorreu, aaahhh isso já!!

Outra coisa de suma importância aos pais que querem conversar sobre sexo com seus filho: aceitem e encarem que seus filhos são seres sexuados assim como vocês. Ou seja, possuem instintos sexuais, sentem prazer na área genital e provavelmente terão vida sexualmente ativa com parceiros(as) quer vocês pais queiram ou não. Entendido? Esclarecido? Vamos em frente...

Quantos nomes para os órgãos genitais masculinos e femininos vocês conhecem?

Piriquita, perseguida, xoxota, pombinha, nina, pintinho, minhoquinha, etc. Nossa... se eu for citar, ocupo a página inteira. Olha quantos nomes criados para se falar em Pênis e Vagina. Quando se criam nomes para os órgãos genitais, já se cria junto um tabu a respeito dessa parte do corpo. Por que a criança não pode aprender o nome corretamente? Ou seja, falar de sexo já começa ao nomear os próprios órgãos genitais. Quando você explica para a criança como se chama cada parte do corpo, que depois na escola ela vai aprender de qualquer jeito, ela não tem por que ter vergonha do próprio corpo. Ela aprende que não tem por que esconder o próprio corpo!! Isso facilita e muito a vivência da sexualidade.

Quando bebê, é importante que os pais saibam lidar e aceitar o corpo e reações do corpo da criança. Vou explicar melhor. Os bebês não sabem sorrir. Calma... não sabem o significado do sorrir. Eles simplesmente imitam o que os adultos fazem. Observem, sempre que um adulto aproxima de um bebê, qual a primeira reação?? Abrir aquele sorrisão. E o que o bebê faz? Imita. Com o tempo, ele aprende através de gestos, que sorrir agrada. A partir da idéia de que bebês imitam e se relacionam com o mundo a partir das expressões faciais dos adultos, qual imagem a criança cria quando sua mãe vai trocar a fralda, vê aquela obra de arte e faz caretas e diz que fede? Cria que tudo relacionado a parte de baixo diz respeito a caretas e fede. Se a mãe abre a fralda e sorri, a reação do bebê será totalmente diferente e vai perceber que então ele e sua parte de baixo são aceitas. 

Outra coisa importantíssima relacionada a sexo e crianças: nunca, estão me entendo?? NUNCA puna uma criança por estar se estimulando nos órgãos genitais. Existem pais que batem nas mãos das crianças ao verem que ele(a) está mexendo em seu pênis ou vagina, ou gritam e dizem que isso é feio, nojento ou que menina direita não faz isso. Pelo amor de Deus, nunca façam isso se querem que seus filhos não tenham traumas. 

Primeiro: a criança não tem noção nenhuma de que aquilo que ela está sentindo tem conotação sexual, até mesmo porque quando pequena ela não tem idéia do que é sexo!! Simples assim. A conotação sexual está na cabeça dos adultos que sabem para que aquele órgão é utilizado. A criança simplesmente mexe no seu penizinho ou vagininha e sente que aquela sensação é gostosa, mas não tem noção nenhuma de que aquilo tem algo a ver com sexo. Ele nem sabe o que é sexo!!!!

Segundo: o que fazer então quando você pega a criança se "estimulando"? Caso a criança esteja em público, tipo na sala, no sofá, na cozinha ou no meio social, apenas pegunte a criança o que ela está fazendo. Depois diga que ela se tocar é muito legal, mas que ela se sentiria mais a vontade no seu próprio quarto ou no banheiro. E tudo isso deve ser dito sorrindo ou pelo menos com cara de aprovação. Nada de caretas e broncas!!

Bom... já deu para perceber que falar de sexo com crianças não é um assunto tão rápido assim. Por enquanto só dei uma explicação quando essas pessoinhas são apenas bebês. Ainda tem muito mais coisa para ser esclarecida para esses pais que conscientemente estão buscando ajuda e orientação para dar aos filhos a melhor educação possível.

Se você é pai ou mãe e veio em busca de ajuda, parabéns! A sua preocupação e interesse mostra QUE pai e QUE mãe você é ou vai ser!

Volto em breve com "Falando de Sexo com Filhos - Parte 2".

Dúvidas estou a disposição!

Beijos

Dany Calla Lilly

Fábula do Porco Espinho

Durante a Era Glacial, muito animais morriam por causa do frio. 

Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente. Mas, os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam maior calor.

Por isso decidiram afastar-se uns dos outros e voltaram a morrer congelados.

Então precisavam fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.

Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.

E assim sobreviveram!

Moral da História:

O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades.

Dany Calla Lilly