
Pois é... máquinas de camisinhas sim. Já conseguiu imaginar? Depois de um dia inteiro de trabalho, estresse, o chefe pegando no pé e quando você chega na garagem de casa já atrasado(a) para o grande encontro a noite, lembra-se.... acabou a camisinha... e claro que você não tem tempo de passar na farmácia, pois o relógio corre contra você. E agora? Disque entrega camisinha? Não... tudo seria mais fácil se já no seu trabalho existisse uma máquina de camisinha para facilitar o serviço.
Isso ainda não é possível, mas quem sabe um dia... Porém a idéia de máquinas de camisinhas existe e já está em prática em dois estados do Brasil pelo menos, Paraíba e Santa Catarina. Mas existe um outro porém... essas máquinas estão sendo disponibilizadas em escolas públicas e para o público alvo de 13 à 19 anos.
Aposto que você tinha imaginado que estas máquinas estariam disponíveis para adultos, mas não. Estas estão sendo disponíveis a adolescentes sim, que segundo o Ministério da Saúde o objetivo é diminuir a incidência de casos de transmissão do vírus HIV que vem aumentando consideravelmente nessa faixa etária e gravidez precoce.
Agora deixo a pergunta... será que apenas máquinas contendo camisinhas seria a única solução para ajudar esses adolescentes? Ou será que uma orientação mais adequada a respeito da sexualidade e acompanhada pelos pais seria mais ideal e construtivo?
O que faz com que os jovens busquem o sexo cada vez mais cedo? Será curiosidade? Influência social? Carência? Ou apenas diversão e prazer?
E como máquinas de camisinhas podem ser eficazes no combate à Aids? O que acontece com os adolescentes que hoje mesmo informados ainda não fazem uso da camisinha? A desinformação não é mais desculpa hoje em dia. Os adolescentes, independente da classe social, sabem muito bem o que é Aids, gravidez e camisinha. Mas acredito que ainda existe um pequeno super-homem ou mulher maravilha dentro de cada um, que faz com que acreditem que com eles isso nunca vai acontecer. Pode acontecer com o meu amigo (que aliás todos conhecem um caso ou sabem de alguém), mas nunca comigo.
E como fazer com que esse adolescente entenda e se conscientize da necessidade constante do uso de camisinha? Sem contar o anticoncepcional... Em postos de saúde há distribuição gratuita de camisinha, e mesmo assim o número de pessoas contaminadas vem aumentando.
Ainda acredito que a orientação sexual seria a melhor solução. Mas não aquela orientação a respeito de anatomia, DSTs, gravidez, anticoncepção de forma mecânica como muitos lugares têm ensinado. Entendo que seria uma forma de tentar ajudar, mas a orientação adequada começa em casa, com aqueles em quem os filhos devem mais confiar que são os pais.
Muitos pais deixam a orientação sexual como responsabilidade da escola e infelizmente muitas vezes da própria mídia. Mas na verdade a orientação começa em casa e desde pequenos. Sim, desde pequenos, quando a criança ainda está aprendendo os nomes das partes do corpo que devem ser ensinadas corretamente, sem pudores ou vergonha.
A partir do momento que os pais se conscientizarem e se responsabilizarem pela educação sexual dos próprios filhos, talvez máquinas de camisinhas nas escolas não sejam mais necessárias. O vínculo de confiança e respeito se inicia com os pais e devem ser seguidos nas relações sociais futuras. Pense nisso...