terça-feira, 26 de abril de 2011

Paciência - Arnaldo Jabor



Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.



Por muito pouco a madame que parece uma lady solta palavrões e berros que lembram as antigas trabalhadoras do cais. E o bem comportado executivo? O cavalheiro se transforma numa besta selvagem no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...



Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vozinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para a sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma mala sem alça. Aquela velha amiga uma alça sem mala, o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.



Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, e meu lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...



Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais. Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.



A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais alta. Pergunte a alguém, que você saiba que é ansioso demais onde ele quer chegar? Qual a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.





E você? ......


Onde quer chegar?


Está correndo tanto para quê?


Por quem?


Seu coração vai aguentar?


Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?


A empresa que você trabalha vai acabar?


As pessoas que você ama vão parar?


Será que você conseguiu ler até aqui?





Respire.... Acalme-se....




O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Believe - Josh Groban


"Believe in what your heart is saying

Hear the melody that's playing

There's no time to waste

There's so much to celebrate

Believe in what you feel inside

And give your dreams the wings to fly

You have everything you need

If you just BELIEVE"

Believe - Josh Groban
http://letras.terra.com.br/groban-josh/163762/

O Valor da Mulher Através da Música

Uma análise da evolução da relação de conquista e do amor do homem para a mulher, através das músicas que marcaram época. Não é saudosismo, mas vejam como os quarentões, cinquentões tratavam seus amores.


E como é raro se deparar com homens que ainda sabem dar valor a uma mulher do jeito que ela merece! Existem... mas ainda estão escondidos em algum lugar secreto!! Ou então têm medo de aparecer por poder virar piada entre aqueles que acham que sabem tratar uma mulher chamando de tchutchuquinha e elas ainda respondem...


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Década de 30:

Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta:


"Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa! Do amor por Deus esculturada. És formada com o ardor da alma da mais linda flor, de mais ativo olor, na vida é a preferida pelo beija-flor...."


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Década de 40:

Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira, escreve para Rádio Nacional e manda oferecer a ela uma linda música:


"A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua costuma se embriagar. Nos seus olhos eu suponho, que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar"


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Década de 50:

Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa:


“Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça. É ela a menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar. Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema. O teu balançado é mais que um poema. É a coisa mais linda que eu já vi passar."


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Década de 60:

Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço, ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme:


"Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito não é maior que o meu amor, nem mais bonito. Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar, como é grande o meu amor por você...."


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Década de 70:

Ele chega em seu fusca, com roda tala larga, sacode o cabelão, abre porta pra mina entrar e bota uma jóia no toca-fitas:


"Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar.... Quando eu mergulhei no azul do mar, sabia que era amor e vinha pra ficar...."


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Década de 80:

Ele telefona pra ela e deixa rolar um:


"Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara. Choque entre o azul e o cacho de acácias, luz das acácias, você é mãe do sol. Linda...."


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Década de 90:

Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:


"Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz. Mas já não há caminhos pra voltar. E o que é que a vida fez da nossa vida? O que é que a gente não faz por amor?"


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Em 2001:

Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, anexado num e-mail:


"Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão. Vou te jogar na cama e te dar muita pressão! Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim! Eu vou te cortar na mão! Vou sim, vou sim! Vou aparar pela rabiola! Vou sim, vou sim"!


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Em 2002:

Ele manda um e-mail oferecendo uma música:


"Só as cachorras! Hu Hu Hu Hu Hu! As preparadas! Hu Hu Hu Hu! As poposudas! Hu Hu Hu Hu Hu!"


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Em 2003:

Ele oferece uma música no baile:


"Pocotó pocotó pocotó...minha éguinha pocotó!"


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Em 2004:

Ele a chama para dançar no meio da pista:


"Ah! Que isso? Elas estão descontroladas! Ah! Que isso? Elas Estão descontroladas! Ela sobe, ela desce, ela dá uma rodada, elas estão descontroladas!”


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Em 2005:

Ele resolve mandar um convite para ela, através de um anexo de e-mail:


“Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lelê!"


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Em 2006:

Ele a convida para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país:


"Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha!!! Calma, calma foguetinha!!! Piriri Piriri Piriri, alguém ligou p’ra mim!"


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Em 2010:

Ele encosta com seu carro com o porta-malas cheio de som e no máximo volume:


"Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás. Pra que você quer saber? Eu sou o lobo mau, au, au. Eu sou o lobo mau, au, au. E o que você vai fazer? Vou te comer, vou te comer, vou te comer. Vou te comer, vou te comer, vou te comer. Vou te comer, vou te comer, vou te comer"




Sério??? É assim que uma mulher quer ser tratada?? Não acho que a culpa seja apenas dos homens. Acredito que se eles as chamam assim, é porque de alguma forma elas ainda respondem e dão bola. Se você quer ser tratada(o) com respeito, primeiro se dê o respeito!!