Quem disse que temos que seguir tradições e costumes? Por que tais pensamentos são tão intrínsecos no ser humano que este não consegue criar consciência de que algo pode estar errado e conseguir mudar isso?
Primeiro vamos entender o significado da palavra Tradição de acordo com o dicionário da Língua Portuguesa: “Ato de transmitir ou entregar. Comunicação ou transmissão de notícias, composições literárias, doutrinas, ritos, costumes, feita de pais para filhos no decorrer dos tempos ao sucederem-se as gerações. Conjunto de usos, idéias, e valores morais transmitidos de geração em geração”. (www.michaelis.uol.com.br)
Muito bem, se as tradições são formadas por “ritos, costumes” que passam de pais para filhos, o que então comprova a veracidade dos fatos e que o que está sendo ensinado realmente é o certo ou ideal para a vida de cada um? Por exemplo, o casamento. Quais são as regras e “tradições” que cada família traz consigo e acredita ser a certa? Quais são as tradições da sua família e do meio em que vive?
Quero levantar um questionamento a respeito de casamentos que tenho observado muito no meu dia-a-dia e compartilho da idéia colocada pelo filme Sex And The City 2. Muitas pessoas ficam tão presas a essas tradições e costumes que muitas vezes aquilo que aprenderam como certo ou errado, não se encaixa na própria vida. Questionar o que acha certo e errado segundo a própria percepção é um grande passo para a mudança. Será que a fórmula que deu certo para seus pais ou parentes realmente é a mesma para você? Principalmente a partir do momento que são duas pessoas diferentes e distintas que passam a dividir o mesmo teto.
Cada casamento deve ser moldado e adaptado de acordo com o que o casal acredita ser melhor para que a relação não se desgaste. Hoje se fala muito em casais que decidem por relacionamentos alternativos, como manterem dentro de casa dois banheiros distintos, dois quartos ou até mesmo duas casas separadas. E isso quer dizer que não se amem ou não queiram estar juntos? Casais que decidem não ter filhos, ou que possuem dentro do casamento prioridades diferentes do considerado “normal” muitas vezes são julgados por suas decisões. É aquela velha história, quando se está solteiro(a) todos perguntam quando vai namorar; quando namora todos perguntam quando vai casar; quando casa todos perguntam do primeiro filho; depois do segundo filho; netos; bisnetos e se deixar isso não tem fim. Quando que na verdade, o que realmente importa é o que o casal decide juntos o que é melhor para os dois.
Até agora falei de casamento, e quando a pessoa decide ficar solteira ou não ter filhos? De acordo com as “regras” e “tradições” da sociedade, muitas vezes este estado civil não é bem visto ou aceito. Infelizmente estar sozinho(a) ainda é visto como sinônimo de solidão. E a solidão é tida como algo negativo, a partir do momento que as pessoas não conseguem ficar a sós com elas mesmas e principalmente com seus pensamentos, comportamentos e sentimentos. Mas se elas mesmas não se agüentam, por que as pessoas ao redor devem agüentar?
O primeiro passo para a mudança dessas tradições é respeitar a decisão alheia. O segundo é olhar para a própria vida e ver o que está errado e que pode ser mudado para que cada um possa ser feliz e criar as próprias “tradições”. É sim possível ser feliz solteiro ou acompanhado, da forma como achar melhor para você. O importante é ter consciência que felicidade é um estado de espírito que não depende do outro, e sim de você mesmo! Talvez seja a hora de quebrar “tradições” e se permitir ser feliz segundo a própria consciência.